O Fascínio da Lua Azul

Você deve estar pensando que em cada 2 ou 3 anos a Lua fica azul, não é?! Não é nada disso! A cada 1, 2, ou 3 anos, a Lua se apresenta na fase cheia por duas vezes. Segundo a segunda teoria de 1946, alguns discordam que a “Lua Azul” aconteça na 3ª Lua Cheia, em 1/4 de ano em que há 4 Luas Cheias. A próxima Lua Azul deverá ocorrer em Agosto de 2012.

A Lua em sua fase cheia

Mas há quem digaa que realmente viu a cor do nosso satélite alterado, de fato foi alterado, mas por catástrofes naturais como a erupção do vulcão Krakatoa, na Ilha de Java, Indonésia e também por incêndio nas florestas do Canadá, que lançou ao espaço milhões de toneladas de gases e poeira, fazendo com que a Lua, quando observada próxima ao horizonte, fosse vista em tons azulados. De acordo com os relatos, isso durou aproximadamente dois anos e foi testemunhado em todo o planeta.

10 fatos extraordinários sobre os sonhos

1. Você está paralisado durante o sonho

Acredite ou não o seu corpo está virtualmente paralisado durante o sono. Isso ocorre possivelmente para preveni-lo de atuar aspectos dos seus sonhos. Durante o sono há glândulas que secretam um hormônio que ajuda a induzir o sono e os neurônios enviam sinais à coluna vertebral que causam o relaxamento do corpo e em seguida a pessoa fica essencialmente paralisada.

2. Estímulos externos invadem nossos sonhos

Isso é chamado de Incorporação ao Sonho e é a experiência em que a maioria de nós tem um som do mundo real ouvido em nosso sonho e incorporada de alguma maneira. Um exemplo similar ocorre quando você sente sede ou vontade de urinar no mundo real enquanto dorme e isto é transportado para o sonho. A maioria das crianças, já grandes, urinam na cama por causa de incorporação: estão com a bexiga cheia, sonham que estão apertados e urinam no sonho ao mesmo tempo em que molham a cama. Pessoas com sede durante o sono relataram tomar copos de água dentro do sonho para, minutos depois, ficar com sede e tomar outro copo. O ciclo se repete até o momento que este que a pessoa acorda.

3. Quem pára de fumar tem sonhos mais vívidos

Os tabagistas que fumaram por muito tempo e pararam reportaram mais sonhos vívidos do que eles normalmente teriam. Em adição, de acordo com a revista científica Journal of Abnormal Psychology “entre 293 fumantes que se abstiveram entre uma e quatro semanas, 33% disseram que tiveram ao menos um sonho sobre fumar. Na maioria dos sonhos as pessoas se flagravam fumando e sentiam fortes emoções negativas como pânico e culpa. Sonhos sobre fumar foram o resultado do fato da desistência ao cigarro, pois 97% dos voluntários não os tinham enquanto fumavam e sua ocorrência foi relacionada significativamente ao período de abstinência. Eles foram relatados como mais vívidos do que os sonhos normais e são tão comuns como os grandes sintomas de abstinência ao tabaco”.

4. Os sonhos não são sobre o assunto que parecem tratar

Se você sonha sobre algum assunto em particular não é comum que o sonho seja realmente sobre isso. Os sonhos nos falam em uma linguagem profundamente simbólica. A mente consciente tenta comparar seu sonho a outra situação ou coisa similar. É como uma analogia em uma poesia que diz que as formigas são como máquinas que nunca param. Em um sonho você nunca compara algo com esse mesmo algo, assim como na poesia, por exemplo: “Aquele belo pôr-do-sol era como um belo pôr-do-sol”. Portanto seja qual for o símbolo que o seu sonho escolha é muito improvável que o propósito do sonho seja o símbolo em si.

5. Nem todos sonham em cores

Existem pessoas com visão normal (12%) que sonham exclusivamente em preto e branco. O restante sonha em cores. Há também temas comuns para os sonhos, que são situações relacionadas à escola, ser perseguido, tentar correr e mesmo assim se mover vagarosamente, experiência sexuais, cair, atrasar-se, uma pessoa viva atualmente estar morta, dentes caindo, voar, reprovar em um exame ou acidente de carro. É desconhecido se o impacto de um sonho relacionado a violência ou morte é mais emocionalmente carregado para a pessoa que sonha em cores ou para as que sonham em preto e branco.

6. Nós sonhamos apenas sobre o que conhecemos

Nossos sonhos são frequentemente cheios de pessoas estranhas que desenpenham certos papéis. Você sabia que a sua mente não está inventando estas faces? Elas são rostos reais de pessoas que você viu durante a sua vida, mas pode não se recordar. O algoz de seu último pesadelo pode ter sido o caixa da padaria em que o seu pai comprava pão quando você era criança. Como todos vemos centenas de milhares de rostos por dia é possível que tenhamos um suprimento infindável de personagens que nossa mente por utilizar durante os sonhos.

7. Os sonhos previnem psicose

Em um estudo recente sobre o sono, estudantes que foram acordados no início de cada sonho, mas mesmo assim puderam dormir suas oito horas de sono. Todos experimentaram dificuldades de concentração, irritabilidade, alucinações e sinais de psicose depois de apenas três dias. Quando eles finalmente foram autorizados a dormir durante o sono REM (Rapid Eyes Movement em inglês ou movimento rápido dos olhos; é o sinal fisiológico de que começamos a sonhar durante o sono), seus cérebros compensaram o tempo perdido aumentando muito o percentual de sono realizado no estagio REM.


8. Todo mundo sonha

Com exceção de algumas pessoas com distúrbios psicológicos extremos todo o restante de nós sonha. Homens tendem a sonhar mais com outros homens, enquanto a mulher tende a sonhar igualmente com pessoas de ambos sexos. Ambos experimentam reações físicas aos seus sonhos não importando se ele tenha ou não natureza sexual; homens têm ereções e nas mulheres aumenta o fluxo sanguíneo vaginal.

9. Você esquece 90% dos seus sonhos

Depois de cinco minutos acordados a metade do sonho já foi esquecido. Em 10m, 90% já se foi. O famoso poeta Samuel Taylor Coleridge acordou uma manhã depois de ter um fantástico sonho (possivelmente induzido pelo ópio) e começou a descrever seu “visão em um sonho”, que é um dos poemas ingleses mais famosos: Kubla Khan. Depois de haver escrito 54 linhas ele foi interrompido por um visitante indesejado. Samuel retornou ao seu poema, mas não pode lembrar o resto de seu sonho. O poema nunca foi concluído.

10. Os cegos também sonham

Pessoas que ficam cegas depois do nascimento podem ver imagens durante os sonhos. As pessoas que nascem cegas não enxergam nada, mas possuem sonhos igualmente vívidos envolvendo seus outros sentidos: audição, olfato, tato e suas emoções. É difícil para pessoas que enxergam imaginar, mas o a necessidade dos sonhos para o corpo é tão forte que os cegos podem virtualmente manipular todas as situações com as quais sonham.

A Internet e sua história

No início, o interesse era somente militar. Teve início no ano de 1969 nos Estados Unidos. Sendo assim, o governo norte-americano criou um sistema de computadores em rede que, inicialmente, interligava quatro laboratórios de pesquisa e recebeu o nome de Arpanet(Advanced Research Projects Agency Network) – Agência de Projetos e Pesqisas Avançadas em Rede).

Através de um clique, você fica por dentro de tudo o que acontece no mundo

Era necessário haver um meio de trocar informações de maneira mais segura o possivel, por isso, essa rede não possuia um núcleo central, ou seja, mesmo que uma unidade fosse destruída, as informações não seriam totalmente perdidas. O sucesso foi tão grande que, em pouco tempo, o governo norte-americano foi permitindo a implantação da Arpanet em várias universidades, empresas, e até em outras sedes do próprio governo.  

A Internet e a rede

 Aí surgiu então, a comunicação através de mensagens enviadas de um computador para o outro. Um pouco mais tarde surgiram os bancos de dados, onde pessoas podiam pesquisar e obter informações. Para isso era utilizados computadores de gande porte, o que nos dias de hoje não é tão necessário.

A Internet é uma das grandes criações do homem moderno

 A partir daí a Arpanet só cresceu. Obteve grandes melhorias na qualidade de trocas e buscas de informações, que no início dos anos 80, milhares de computadores no mundo podiam se conectar à rede. Então, devido a esse fato, a rede mundial passou a se chamar Internet.

Telescópio faz novos registros de colisão de galáxias

Terra

A administração do telescópio Chandra divulgou novos registros (veja a aba “fotos” acima para mais imagens) da colisão das galáxias Antena, que teria começado há mais de 100 milhões de anos e continua ocorrendo. O choque causou a formação de milhões de estrelas em nuvens de gás e poeira de ambas as galáxias. Dentre estas jovens estrelas, as com maior massa se desenvolveram e, em alguns milhões de anos, explodiram como supernovas.

A imagem em raio-X do Chandra mostra grandes nuvens de gás interestelar quente que foram ejetadas pelas supernovas. Essas nuvens incluem elementos ricos como oxigênio, ferro, magnésio e silicone, que irão ser incorporados em planetas e estrelas que se formarem nessas nuvens.

Os pontos mais brilhantes da imagem em raio-X são produzidos por material caindo em buracos negros e por estrelas de nêutrons, que são remanescentes de estrelas massivas após essas explodirem como supernovas.

A imagem acima combina o raio-X com o registro em infravermelho do telescópio Spitzer, que mostra nuvens quentes de poeira que foram aquecidas por jovens estrelas, sendo que as nuvens mais brilhantes ficam na região onde as duas galáxias se sobrepõem.

A imagem também contem o registro óptico do Hubble, que mostra velhas estrelas e regiões de formação de novas em dourado e branco, sendo que os filamentos de poeira aparecem em marrom. Muitos dos objetos de brilho mais fraco do registro óptico são agrupamentos que contêm milhares de estrelas.

O brilho da Estrela Vega

Podemos dizer que esta estrela é a mais próxima do sol, e a 5º estrela mais brilhante do céu! Ela faz parte da constelação de Lyra. Esta constelação é uma das mais brilhantes do hemisfério norte, principalmente no verão.

Constelação Lyra

Ela está há 25 anos-luz ou 236.520.000.000.000 de quilômetros da terra. Os astrônomos a consideram uma estrela muito jovem ou recente, pois ela só se formou há 1 milhão de anos, e tem duas vezes e meia a massa, e cinquenta vezes mais intensidade de brilho que nossa estrela.

A intensidade da Estrela Vega

A estrela “Vega” também é conhecida por “Águia Caída” ou “Estrela da Harpa”. O nome Vega, vem do árabe e significa ave de rapina, sendo uma estrela azul esbranquiçada. A melhor época de visibilidade é durante os meses da estação de inverno, quando ela aparece bem alta no céu.

O brilho azul da estrela

Vega foi uma das primeiras estrelas a ser detectada no sistema planetário, há quase 20 anos, em 1983. Os planetas ainda estão em formação e por causa de sua grande distância não dá para saber se há vida nesse sistema planetário. Por causa disto essa estrela ficou bastante conhecida, chegando a virar tema do filme “Contato”, estreado em Hollywood, em 1997, pela atriz Jodie Foster. Este filme, baseado na obra do astrônomo Carl Sagan, acredita que seres humanos conseguem se comunicar com seres que vivem em um planeta de Vega.

Marte tinha oceano que cobria 36% do planeta

Info Abril

Integrando dados da NASA e da Agência Espacial Européia, obtidos pela sonda que orbita o planeta, cientistas concluíram que este oceano cobriu cerca de 36% do planeta e continha 30 milhões de metros cúbicos de água. Isso teria formado uma camada de 550 metros de profundidade. O volume lá seria 10 vezes menor do que atualmente temos na Terra, embora Marte tenha pouco mais da metade do tamanho do nosso planeta.

Polo Norte de Marte

Os resultados obtidos pelos pesquisadores da Universidade do Colorado em Boulder, Estados Unidos, indicam também que o planeta possuía um ciclo hidrológico similar ao da Terra, incluindo precipitações, formação de nuvens, gelo e acúmulo de água subterrânea. Os pesquisadores usaram o sistema de informação geográfica (GIS) para mapear o terreno de Marte e encontraram mais de 52 deltas de rios que estavam quase na mesma elevação (e alimentam inúmeros vales).

Vista geral de Marte

Uma segunda pesquisa da Universidade, liderada por Brian Hynek e publicada no Journal of Geophysical Research – Planets,Hoke , detectou cerca de 40 mil vales de rios em Marte. Este número é quatro vezes maior do que o identificado anteriormente, e esta quantidade de vales indica a existência de muita precipitação em Marte.

Juntos, esses resultados embasam a teoria de que havia uma um ciclo de água no planeta, que integrava vales, deltas e oceano. A principal pergunta que os pesquisadores tentam agora responder é: onde foi parar toda essa água?

Humor é um ato de agressão

coringa-grande

É bom ficar mais esperto com pessoas que fazem você dar risada. Segundo Helga Kotthoff, da Universidade Frieburg, Alemanha, o humor é um ato de agressão, pois fazer o outro rir confere um grau de controle que pessoas dominantes exploram para mostrar que estão no comando.

“Manifestar humor significa ter o controle da situação daqueles que estão em uma hierarquia mais elevada e isso é um risco para pessoas em condição menos elevadas, antes de 1960 as mulheres raramente faziam outras pessoas rirem – elas não podiam se dar ao luxo”, explica.

De acordo com Helga, comédia e sátira são baseados na agressividade e não são legais. “Até 1960 não era elegante para uma mulher ser engraçada. Mas até agora mulheres preferem contar piadas às suas custas e homens preferem contar piadas às custas dos outros”.

A diferença entre homens e mulheres na habilidade de ser tornarem comediantes começa muito cedo. Meninos entre a idade de quatro a cinco contam mais piadas, fazem brincadeiras e palhaçadas, enquanto as meninas só dão risada. Com o passar do tempo, a mulher passa a ser mais engraçada, pois se sente mais livre não sendo vista como dama.

Até a revolução sexual de 1960, mulheres raramente faziam comédia em público ou em local privado, porque o humor era um ato de agressão. “Um estudo no final de 1980 mostrou que homens usavam piadas de cunho sexuais como uma forma de despir verbalmente uma mulher que refutasse sua investida; o humor dele era agressivo na essência. Porém, ambos usam como forma de controle”, completa.

O estudo foi publicado no Journal of Pragmatics.

Hypescience

Terapia celular pioneira – Primeiro transplante de células-tronco para tratar doença pulmonar é feito com sucesso no Brasil

Pesquisadores brasileiros acabam de realizar um feito inédito rumo ao uso

Corte de um pulmão atingido por silicose

Corte de um pulmão atingido por silicose

de terapias celulares para tratar doenças pulmonares. Um grupo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) realizou com sucesso o primeiro transplante de células-tronco em um paciente com silicose, doença sem cura nem tratamento que causa insuficiência pulmonar e afeta cerca de 6 milhões de pessoas no Brasil.

A silicose é causada pela inalação do pó de sílica, um dos óxidos mais abundantes da crosta terrestre e que ocorre na forma de areia, pedra e quartzo, entre outras. As vítimas são na maior parte trabalhadores da construção civil, mas a doença afeta também empregados da mineração, do garimpo e de indústrias de transformação de minerais, metalúrgica, química, de borracha, de cerâmica e de vidro.

Ao ser inalada, a sílica vai para o pulmão, onde os macrófagos (células que englobam e digerem elementos estranhos ao corpo) tentam digeri-las sem sucesso e acabam destruídos. Esse processo causa inflamação e cicatrizes no pulmão, que, em um período de 20 a 30 anos, evoluem para insuficiência pulmonar grave e até a morte.

Paciente n.º 1
A equipe da UFRJ, coordenada pelo biofísico Marcelo Morales, do Instituto de Biofísica, iniciou na quinta-feira, dia 20 de agosto, a primeira fase de testes clínicos da terapia celular para a doença. O primeiro paciente recebeu um implante de células-tronco retiradas de sua própria medula óssea e injetadas diretamente no pulmão por meio de broncoscopia (em que um aparelho é introduzido no sistema respiratório pela boca do paciente).

“É o primeiro procedimento desse tipo no mundo e podemos considerá-lo um sucesso”, destaca o biofísico. As células-tronco implantadas foram marcadas com tecnécio, um elemento químico radioativo, o que permitiu aos cientistas verificar que elas permaneceram nos pulmões do paciente após o transplante.

Segundo Morales, todo o processo – da retirada das células-tronco ao seu implante no pulmão – foi realizado em um único dia no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da UFRJ. “O paciente passa bem e no mesmo dia já estava comendo e falando”, conta o pesquisador, que recebeu a boa notícia durante a 24ª Reunião Anual da Federação das Sociedades de Biologia Experimental (Fesbe), realizada na semana passada em Águas de Lindoia (SP).

Morales ressalta que o Brasil é pioneiro no tratamento com células-tronco, mas passa hoje por uma nova fase de pesquisa. “Estamos voltados para entender os mecanismos de ação dessas células, de forma a podermos intervir e melhorar o seu uso.”

Novas etapas
Nas próximas semanas, a equipe vai repetir o procedimento – que envolve a injeção de 30 a 700 milhões de células-tronco – em outros nove pacientes com silicose. Os voluntários serão acompanhados por um ano para avaliar a segurança do método. Em uma próxima fase, 50 pacientes receberão o transplante para que seu estado clínico seja avaliado. “Mas só depois da terceira fase, em que acompanharemos mil pacientes de vários estados, poderemos verificar a eficácia da terapia em humanos”, diz Morales.

“Se tudo der certo e se continuarmos recebendo verbas, acredito que daqui a quatro ou cinco anos a terapia chegue à população”, prevê o pesquisador. Ele ressalta que o início dos testes só foi possível graças ao apoio financeiro da Faperj e do Ministério da Saúde.

O grupo espera que a terapia celular em humanos repita o desempenho obtido em testes in vivo. Experimentos feitos em ratos e camundongos durante cinco anos pararam a progressão da doença. “A silicose não tem cura nem tratamento, mas será possível impedir a evolução da doença e melhorar a qualidade e a expectativa de vida do paciente”, aposta Morales. E completa: “Esse estudo abre uma nova perspectiva para o tratamento de doenças respiratórias no Brasil, como a asma e a síndrome do desconforto respiratório agudo.”

Thaís Fernandes (*)
Ciência Hoje On-line

Duplo benefício – Estudo com ratos mostra que exercício físico é capaz de reduzir ingestão de alimentos por obesos

Se você é daqueles que lutam contra a balança, saiba que agora há mais um bolamotivo para praticar exercícios. Além de promover o gasto de energia, a atividade física é capaz de diminuir a ingestão de alimentos por obesos.

É o que mostra uma pesquisa com ratos realizada na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e apresentada na 24ª Reunião Anual da Federação das Sociedades de Biologia Experimental (Fesbe), realizada de 19 a 22 de agosto em Águas de Lindoia (SP).

A descoberta é uma mudança de paradigma no que diz respeito à relação entre atividade física e obesidade. Até então, o exercício era visto somente como forma de promover o gasto de energia. O novo estudo, vinculado ao Instituto Nacional de Obesidade e Diabetes, mostra que o exercício tem um duplo benefício.

A obesidade, hoje considerada um problema de saúde mundial, provoca um processo de inflamação de baixa intensidade em uma região do cérebro chamada hipotálamo, que, entre outras funções, está envolvida no controle da saciedade.

Em um indivíduo saudável, o hipotálamo é sensível à ação dos hormônios insulina e leptina, que conseguem penetrar nesse tecido cerebral e aumentar a expressão de peptídeos (chamados anorexigênicos) que reduzem a ingestão de alimentos. Mas a inflamação faz com que o hipotálamo se torne resistente à ação da insulina e da leptina.

Uma forma de vencer essa resistência é o que descobriram o professor de educação física Eduardo Ropelle e seu orientador, o médico José Barreto, ambos do Laboratório de Investigação Clínica em Resistência à Insulina, da Unicamp.

O estudo feito por eles mostrou que a atividade física é capaz de reduzir a inflamação no hipotálamo de obesos e restaurar a sensibilidade dos neurônios dessa região à insulina e à leptina. Esse efeito contribui para a redução da ingestão alimentar e, consequentemente, do peso corporal. “Até hoje nenhuma terapia havia sido capaz de reverter a inflamação hipotalâmica”, comemora Ropelle.

Proteína anti-inflamatória

Para chegar a essa conclusão, a equipe submeteu 34 ratos magros e obesos a duas sessões de 3 horas de exercício com 45 minutos de intervalo entre elas. “Com apenas uma sessão de exercício, a ingestão alimentar dos ratos obesos foi reduzida aos níveis observados nos ratos magros”, conta Ropelle.

Em testes feitos com ratos magros e obesos, pesquisadores da Unicamp verificaram que bastava apenas uma sessão de 3 horas de exercício para que a ingestão de alimentos nos animais obesos diminuísse aos mesmos níveis observados nos animais magros

Em testes feitos com ratos magros e obesos, pesquisadores da Unicamp verificaram que bastava apenas uma sessão de 3 horas de exercício para que a ingestão de alimentos nos animais obesos diminuísse aos mesmos níveis observados nos animais magros

Segundo o pesquisador, esse fenômeno se deve à ação da proteína interleucina-6, produzida no hipotálamo em resposta ao exercício físico.

“Embora esta seja uma proteína inflamatória, dependendo do tecido do corpo, ela pode fazer a inflamação avançar ou reduzir”, explica Ropelle. No caso do hipotálamo, a interleucina-6 aumenta a produção de interleucina-10, que é uma proteína anti-inflamatória.

“O exercício é um modelo capaz de alterar localmente a interleucina-6”, explica o pesquisador. Para confirmar a ação dessa proteína, o grupo injetou-a no hipotálamo de ratos obesos e também observou a redução da ingestão alimentar. “A interleucina-6 mimetizou o efeito do exercício”, conclui Ropelle.

Não se iluda
Mas, se você não é muito chegado à atividade física e já está pensando na possibilidade de uma droga milagrosa que aumente a quantidade de interleucina-6 no hipotálamo, não se iluda. Ropelle esclarece que a proteína precisaria ser aumentada somente nessa região do cérebro – pois ela tem ação diferente em outros tecidos do corpo –, o que não é uma tarefa fácil.

Além disso, mesmo que a interleucina-6 pudesse ser direcionada ao hipotálamo, sua administração por via externa poderia afetar outras funções controladas por essa área cerebral, como a secreção de hormônios e a temperatura corporal. Portanto, mais do que nunca, o melhor remédio contra a obesidade é mesmo o exercício.  

Thaís Fernandes (*)
Ciência Hoje On-line

Com pesquisa e sem alarde – Iniciativa internacional aposta em estudos de toxicidade para desenvolver nanomateriais seguros

Um consórcio liderado por 14 pesquisadores de 11 instituições da Europa e Estados Unidos está empenhado em descobrir os potenciais efeitos adversos dos nanomateriais sobre o sistema imunológico. A ideia é encontrar, o quanto antes, alternativas para os compostos que tiverem algum grau de toxicidade à saúde humana.

Para realizar tal tarefa, o projeto Nanommune conta com uma equipe multidisciplinar de pesquisadores. Divididos em grupos de trabalho, eles estudam a síntese e a caracterização de diversas classes de nanomateriais e conduzem testes em culturas de células e em animais expostos a esses materiais.

Com base nos resultados, eles irão desenvolver protocolos para a análise da toxicidade em pesquisas nanotecnológicas.

NANOO projeto já tem vários estudos em andamento. Alguns deles confirmaram efeitos nocivos da exposição direta de ratos a nanotubos de carbono, apontados em pesquisas anteriores. Mas o objetivo não é apenas identificar problemas: a maior parte dos trabalhos publicados no âmbito dessa iniciativa aponta caminhos para se minimizarem os potenciais impactos negativos dos nanomateriais.

Exemplo disso é um estudo de Valerian Kagan e Alexander Star, da Universidade de Pittsburgh (EUA). Usando uma enzima derivada da raiz-forte (peroxidase), os pesquisadores conseguiram induzir a biodegradação de nanotubos de carbono. A partir desse resultado, eles buscam estratégias de controle da biodegradação de nanomateriais que possam levar à redução de seus efeitos tóxicos em seres vivos.

Já Bengt Fadeel e Alfonso Garcia-Bennett, do Instituto Karolinska (Suécia), publicaram recentemente trabalho mostrando que as partículas de sílica mesoporosa não são tóxicas para células do sistema imunológico (macrófagos). “Sugerimos, portanto, que esses materiais sejam utilizados em aplicações biomédicas, inclusive como veículos administradores de medicamentos ou de antígenos”, explica Fadeel, coordenador do Nanommune, à CH On-line.

Somar esforços
O caráter competitivo da ciência tende a levar à duplicação de pesquisas em diversas áreas. No caso da nanotoxicologia, no entanto, Fadeel defende a união de esforços entre países para que se conheçam os potenciais efeitos negativos dos nanomateriais ainda na fase inicial de desenvolvimento. “Se descobrirmos só depois que eles são de fato perigosos, isso afetará o desenvolvimento da área e a confiança da sociedade em novas tecnologias”, pondera.

O físico Marcos Pimenta, da Universidade Federal de Minas Gerais, concorda. Ele coordena o novo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Nanomateriais de Carbono, que dará especial atenção às pesquisas nanotoxicológicas, ainda incipientes no Brasil.

“Essa é uma questão que nos preocupa. Temos que estudar bem esses materiais e encontrar maneiras de modificá-los no sentido de diminuir efeitos negativos onde eles existirem”, afirma o físico, que vê com bons NANO2olhos a colaboração entre grupos. “Nossa rede teria todo o interesse em participar de um esforço coletivo nesse sentido.”

Uma nova abordagem
Quando o assunto é risco e efeitos adversos, é comum haver um certo temor por parte da comunidade científica de que o botão de alarme seja acionado de forma irresponsável, criando na sociedade uma predisposição à rejeição de uma nova tecnologia, como aconteceu no caso dos organismos geneticamente modificados.

Para que o mesmo não ocorra com a nanotecnologia, Fadeel insiste que os cientistas divulguem os seus estudos de forma profissional, sem criar alarde infundado e sem fazer extrapolações irreais. Para isso, os parceiros do Nanommune se comprometeram a disseminar suas pesquisas ao público em entrevistas, oficinas, publicações e outros meios.

No Brasil, pesquisadores que trabalham na área começam a tomar consciência da importância de divulgar seus estudos, tendo eles resultados positivos ou negativos. “O alarde ocorre quando não há divulgação científica bem feita”, acredita Pimenta. “Temos que estudar os riscos e mostrar os resultados para que as pessoas não se baseiem em ficção científica”, completa, referindo-se ao livro Prey (“Presa”, em português), de Michael Crichton, que alarmou leitores em todo o mundo em relação à nanotecnologia.

Tanto Pimenta quanto Fadeel, que apresentou o projeto Nanommune na Conferência Mundial de Jornalistas de Ciência, realizada no mês passado em Londres, ressaltaram o importante papel a ser desempenhado pela mídia ao noticiar sem exagerar nem os benefícios nem os riscos de nanotecnologias emergentes.

Nasa descobre substância para formação de vida em amostras de cometa

Cientistas da Nasa (agência espacial norte-americana) descobriram glicina, elemento fundamental para a formação de vida, em amostras do cometa Wild 2 trazidas à Terra pela sonda Stardust em 2006, revelou hoje o Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da agência.

“A glicina é um aminoácido usado pelos organismos vivos para produzir proteínas e esta é a primeira vez que é encontrada em um cometa”, afirmou Jamie Elsila, do Centro de Voos Espaciais da Nasa.

nasa

“A descoberta apoia a teoria de que alguns ingredientes da vida surgiram no espaço e chegaram à Terra por meio do impacto de meteoritos e cometas”, informou um comunicado do JPL.

Carl Pilcher, diretor do Instituto de Astrobiologia da Nasa, afirmou que a descoberta também respalda a hipótese de que os blocos básicos da vida abundam no espaço e que a vida no universo é mais comum do que se acredita.

Os resultados da investigação dos cientistas foram apresentados durante uma reunião realizada pela Sociedade Química dos Estados Unidos em Washington no fim de semana passado e serão publicados em breve pela revista “Meteorites and Planetary Science”, disse o JPL.

A sonda Stardust atravessou uma densa nuvem e gases que rodeavam o núcleo de gelo do Wild 2 em janeiro de 2004.

Desde o princípio, as análises revelaram a presença de glicina nas amostras. No entanto, por esse ingrediente existir na vida terrestre acreditou-se que a malha estava contaminada.

“Era possível que a glicina achada tivesse se originado durante a manipulação ou fabricação da cápsula”, explicou Elsila.

As novas investigações, porém, descartaram a possibilidade, após usarem a análise isotópica, acrescentou.

 

Folha Online

Faculdades de medicina precisam de corpos

Esqueletos expostos no Museu de Anatomia da Universidade Federal de São Paulo

Esqueletos expostos no Museu de Anatomia da Universidade Federal de São Paulo

Por Karina Gomes, eBand

O número de cadáveres disponíveis para ensino e pesquisa nas faculdades de medicina do país poderia ser maior. Os corpos estudados são aqueles não-reclamados por familiares ou amigos (geralmente, de moradores de rua) ou corpos de pessoas que, em vida, assinaram um termo de doação do cadáver para ensino e pesquisa.

De acordo com o diretor do SVO (Serviço de Verificação de Óbitos), Carlos Pascualucci, a quantidade de corpos recebidos pelo órgão tem diminuído por uma questão sociológica. “A migração a São Paulo pode ter diminuído. Há também mais facilidade de moradores de rua terem contato com familiares e um núcleo de amigos”, afirmou. O SVO é um órgão da USP (Universidade de São Paulo), localizado no bairro das Clínicas em São Paulo, responsável por receber os cadáveres e distribuí-los às faculdades de Medicina da capital, além de encaminhar corpos de doadores à Faculdade de Medicina.

Em 2008, chegaram ao SVO 42 corpos, 37 não-reclamados e cinco de doação. Neste ano, foram 14 e dois doados. A estimativa é que o número de corpos recebidos chegue a 35. “É muito pouco. O ideal seria chegar à casa das centenas”, disse Pascualucci. O incentivo à doação espontânea do corpo em vida amenizaria essa falta. “Enquanto não se criar uma cultura de doação de corpos no país, essa falta irá aumentar. É importante frisar a necessidade de a família atender o desejo do doador”, afirmou.
Para ser doador, deve-se procurar a instituição à qual deseja entregar o corpo após a morte e assinar um termo de doação lavrado em cartório. O documento fica arquivado na faculdade. A instituição só saberá da morte do doador se for avisada pela família ou amigos. “O número tem caído, a saída é a doação”, afirmou o diretor.

Os cadáveres encaminhados do SVO à Faculdade de Medicina da USP são utilizados por 10 cursos. Os corpos também são levados a faculdades que solicitem remessas. A Faculdade de Medicina do ABC, em Santo André, recebeu do SVO neste ano três corpos. “O número ainda é pouco. Por isso, precisamos de doadores. Se utilizados com freqüência, os corpos irão se tornar inutilizáveis em pouco tempo”, disse a advogada Maria Medeiros do Departamento Jurídico da Faculdade do ABC.

As instituições devem seguir etapas burocráticas transparentes definidas na Lei nº 8.501/92. “A lei está se tornando prática e, de um modo geral, atualmente todo o Brasil está respeitando-a”, afirma Ricardo Luiz Smith, vice-reitor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo.

Procedimentos

Ao receber o corpo do SVO, a faculdade deve publicar em 10 dias alternados um edital de falecimento em jornal de grande circulação durante um mês. Se o corpo não for reclamado neste período, poderá ser utilizado pela faculdade. “O objetivo da publicação é fornecer a maior quantidade possível de dados para facilitar a identificação por um parente”, afirmou Medeiros.

O procedimento da lei para as questões administrativas custa caro. A Unifesp gasta em torno de R$ 3.000, sem contar os processos internos, como a manutenção do cadáver. “Estuda-se, faz-se pesquisa e isso não dá pra colocar em dinheiro porque o estudo de cadáver é essencial”, disse o vice-reitor da Unifesp.

Doação espontânea

“Muitas pessoas ligam e perguntam: ‘se eu doar o meu corpo, eu posso fazer uma cirurgia plástica de graça?’. Eu explico que isso se caracteriza como compra de cadáver e essa ação é criminosa”, contou a advogada Maria Medeiros da Faculdade de Medicina do ABC.

“Recebemos doações de médicos, engenheiros e biólogos, mas, geralmente, a família doa o corpo do parente depois da morte, por vários motivos, entre eles, não ter gastos com funeral, desejo de contribuir para o progresso da ciência, entre outros”, explicou o vice-reitor da Unifesp, Ricardo Smith.

O tempo de espera para o recebimento destes corpos aumentou, devido ao aumento da expectativa de vida. Segundo Mariliza Ottani, responsável pelo recebimento de doações na Faculdade de Medicina da USP, a média de idade das pessoas que se interessam pela doação é de 55 anos. “Geralmente são pessoas que passaram por algum susto, como a morte repentina de alguém próximo, por exemplo”, diz. “Quando você doa o corpo é para a evolução da ciência, para formar médicos que cuidarão melhor dos seus netos, dos seus bisnetos, dos seus descendentes“, explicou Maria Medeiros, da Faculdade de Medicina do ABC.

New York Times: ‘Ser humano pode perder controle sobre máquinas’

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Aeronave militar não tripulada empregada na guerra do Afeganistão ainda precisa de controles humanos.

John Markoff Do ‘New York Times’

Um robô capaz de abrir portas e encontrar sozinho tomadas elétricas para se carregar. Vírus de computador implacáveis. Pequenas aeronaves que, apesar de ainda controladas por seres humanos, chegam perto de uma máquina com autonomia para matar.

Impressionado e alarmado pelos avanços na área de inteligência artificial, um grupo de cientistas da computação está debatendo se deve haver limites nas pesquisas que possam levar à perda do controle humano sobre sistemas computacionais cada vez mais usados na sociedade de hoje – de guerras a conversas por telefone com clientes.

A preocupação é que avanços maiores possam criar perturbações sociais profundas, com perigosas consequências.

Como exemplos, os cientistas apontaram uma série de tecnologias bastante diversas – de sistemas médicos experimentais que interagem com pacientes simulando empatia, até vírus de computador implacáveis que poderiam representar o estado “primitivo” da inteligência mecânica.

Os pesquisadores – importantes cientistas da computação e pesquisadores sobre inteligência artificial e robótica que se reuniram em Asilomar, em Monterey Bay, Califórnia – descartaram a possibilidade de superinteligências altamente centralizadas e a ideia de que alguma inteligência possa “brotar espontaneamente” da internet. No entanto, eles concordam que robôs com autonomia para matar já existem, ou chegarão num futuro bem próximo.

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IMAGEM DO DIA: Inteligência Artificial

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Robô se liga, sozinho, na tomada, quando precisa de recarga.
(Foto: New York Times)

Ratos azuis voltam a se moverem após injeção de corante alimentício

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HypeScience

Quinze minutos após pesquisadores haverem paralisados ratos propositalmente eles injetaram os roedores com o corante alimentício “azul brilhante G”, um derivado do corante “azul número um”. O corante reduziu a inflamação na medula, o que permitiu que os ratos dessem passos desajeitados, mas não andarem, em algumas semanas.

Tanto em ratos quanto pessoas, a inflamação secundária que ocorre após trauma na medula causam mais danos duradouros do que o ferimento inicial: O inchaço leva a um pequeno “derrame”, que interrompe o fluxo sanguíneo e finalmente mata o tecido das redondezas.

Apesar da pele e dos olhos azuis “nós não pudemos encontrar nenhum efeito clínico no rato”, de acordo com Maiken Nedergaard, uma neurocientista da Universidade de Rochester, em Nova York.

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Esta falta de efeitos colaterais também pode ajudar o corante azul ajudar humanos com paralisia no futuro. “A beleza disso é que não causa danos em você”, disse Maiken, diferente de outros compostos usados para tratar ferimentos na medula, que possuem efeitos tóxicos.

O tratamento também melhorou o controle da bexiga do animal o que é “muito importante” para pessoas com ferimentos na medula. “Tudo o que você puder melhorar ajuda”, completou Maiken.

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Após a recuperação parcial do animal ele foi sacrificado e dessecado. Sua medula apresentou este aspecto, com coloração ainda azulada na área de cicatrização, apesar do animal ter perdido a cor da pele já após uma semana.